Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
Aceitar
Central Sergipe NotíciasCentral Sergipe NotíciasCentral Sergipe Notícias
  • Brasil
  • Educação
  • Entretenimento
  • Esportes
  • Mundo
  • Política
  • Saúde
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
Reading: Fissura labiopalatina demanda tratamento precoce e multidisciplinar
Font ResizerAa
Central Sergipe NotíciasCentral Sergipe Notícias
Font ResizerAa
  • Brasil
  • Educação
  • Entretenimento
  • Esportes
  • Mundo
  • Política
  • Saúde
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
Buscar
  • Brasil
  • Educação
  • Entretenimento
  • Esportes
  • Mundo
  • Política
  • Saúde
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
Já tem uma conta? Entrar
Siga-nos
© Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Saúde

Fissura labiopalatina demanda tratamento precoce e multidisciplinar

Última atualização: junho 24, 2026 5:44 pm
10 Min Leitura
Compartilhar
Fissura labiopalatina demanda tratamento precoce e multidisciplinar

Dados do Ministério da Saúde revelam que aproximadamente 5 mil crianças nascem todos os anos com fissura labiopalatina no Brasil, o equivalente a cerca de um caso para cada 650 nascimentos.

Contents
FOTO DE ARQUIVO – Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo. Foto: HRAC-USP/DivulgaçãoCausas e tratamentosJornada na reabilitaçãoAtuação

Trata-se da malformação craniofacial congênita mais frequente no país e uma das principais causas de necessidade de acompanhamento especializado desde os primeiros meses de vida. 

O dia 24 de junho é lembrado como o Dia Nacional de Conscientização sobre a Fissura Labiopalatina, com o objetivo de combater o estigma e destacar a importância do diagnóstico precoce e do tratamento multidisciplinar.

FOTO DE ARQUIVO – Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo. Foto: HRAC-USP/Divulgação

A condição, que na maior parte das vezes não tem uma causa genética, provoca o desenvolvimento incompleto do lábio, do céu da boca (ou de ambos), durante a gestação, fazendo com que o palato não se una completamente ao céu da boca. Isso resulta em uma abertura que pode variar de tamanho, afetando o lábio, o nariz ou o céu da boca, gerando impactos que vão além da aparência física.

A data escolhida para conscientizar a população é a mesma do dia da fundação, em 1967, na cidade de Bauru, no interior de São Paulo, do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (HRAC-USP), conhecido como Centrinho. O local é um centro de excelência e referência nacional e mundial no tratamento dessa anomalia.

O diferencial do hospital é a oferta de um tratamento integral, que acompanha o paciente desde as primeiras cirurgias até o restabelecimento completo das funções odontológicas e fonoaudiológicas, garantindo a reabilitação e a inserção social dessas crianças.

Causas e tratamentos

Segundo o cirurgião craniofacial Cristiano Tonello, responsável pelo Departamento de Atenção às Fissuras Labiopalatinas e Anomalias Craniofaciais do Centrinho, ainda não há uma causa estabelecida para a malformação. 

“Podem ocorrer casos associados a síndromes ou mesmo à hereditariedade. Ou seja, às vezes é transmitida por meio do pai ou da mãe ou de outro membro da família”.

Entre as principais consequências estão dificuldades na alimentação, na fala, na audição, no desenvolvimento dentário e na respiração, além de repercussões emocionais e sociais que podem acompanhar o paciente ao longo da vida. 

O tratamento envolve diferentes especialidades e costuma acompanhar o paciente por muitos anos. Fazem parte dessa jornada de reabilitação cirurgias reparadoras, acompanhamento fonoaudiológico, odontológico, psicológico, pediátrico e otorrinolaringológico.

“O diagnóstico, em grande parte das vezes, é visível. E muitas vezes pode ser diagnosticado ainda no período pré-natal por meio de ultrassonografia. Hoje em dia, os tratamentos garantem uma excelente qualidade de vida, desde que esses pacientes sejam acompanhados por equipes especializadas e dentro do período adequado, ao longo do crescimento”, explicou Tonello.

Além dos desafios clínicos, a condição impacta diretamente as famílias, resultando em insegurança e preocupação com o tratamento. De acordo com o médico, o acesso ao tratamento é facilitado em algumas regiões do país, como Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

“Mas, em áreas do Norte e do Nordeste, o acesso é bastante limitado. O Centrinho é uma instituição que tem mais de 100 mil pacientes tratados ao longo de quase 60 anos de história. E ele se destaca nacional e internacionalmente por dar um tratamento integral a esses pacientes”, afirmou Tonello.

Jornada na reabilitação

Thyago formou-se em Direito e, em 2010, recebeu alta do tratamento Foto: Thyago Cézar/Arquivo Pessoal

No dia em que nasceu, em janeiro de 1986, na cidade de São Paulo, o clima de celebração do primeiro filho foi substituído pela angústia e pela incerteza. Logo após o parto, os médicos sumiram com o bebê. Diante do desespero dos pais, uma psicóloga do hospital trouxe uma notícia devastadora, dita de forma brutal: “O seu filho não veio, porque ele nasceu sem rosto”. 

Após horas, os pais de Thyago Cézar o receberam em seus braços, junto com a afirmação dos médicos de que ele jamais falaria ou se relacionaria.

A reviravolta começou graças à indicação de um amigo da família, cuja irmã trabalhava próximo ao Centrinho. Com apenas oito dias de vida, Thyago foi colocado no carro por seus pais para buscar tratamento especializado. 

“Bauru nos acolheu imediatamente. E, quando meus pais viram aquela quantidade enorme de crianças iguais a mim, eles se acalmaram e perceberam que o melhor caminho era morarmos em Bauru para facilitar o tratamento”, contou Thyago, que atualmente tem 40 anos e é advogado.

O tratamento de Thyago no Centrinho durou exatos 25 anos e três meses. Ao todo, foram 10 cirurgias e 12 anos de uso de aparelho ortodôntico, além de idas intermitentes ao dentista e acompanhamento com fonoaudiólogos, psicólogos e terapeutas ocupacionais. 

Embora a cirurgia primária para fechar o lábio ocorra geralmente aos três meses e a do céu da boca, por volta de um ano, Thyago enfatizou que o processo está longe de ser simples.

“As pessoas acham que é só costurar a boquinha, mas é muito mais do que isso. É um tratamento que vai durar praticamente até a vida adulta dessa pessoa. E tem o preconceito, os apelidos na escola. Para mim, toda a questão estética era prejudicada. Mas eu tive a sorte de ter pais que eram melhores do que quaisquer psicólogos e me incentivaram a enfrentar os desafios de cabeça erguida”, disse.

Atuação

Thyago formou-se em Direito e, em 2010, recebeu alta do tratamento. Em 2015, foi convidado pelo serviço social do Centrinho para participar de uma audiência pública com o objetivo de criar o Dia Municipal da Conscientização da Fissura Labiopalatina.

Sua atuação chamou a atenção e, no ano seguinte, ele foi convidado a se juntar à Rede Profis Brasil (Rede Nacional de Associações de Pais e Pessoas com Fissura Labiopalatina), uma organização sem fins lucrativos que integra associações de apoio a pessoas com fissura labiopalatina e suas famílias em todo o Brasil.

A rede promove o acesso à reabilitação multidisciplinar, ao acolhimento e à defesa de direitos.

Com base em sua formação jurídica e em sua vivência, Thyago passou a lutar para garantir direitos em âmbito nacional. Ele passou a sugerir projetos de lei para equiparar as pessoas com fissura labiopalatina às pessoas com deficiência.

A proposta já foi apresentada em 20 estados brasileiros. Em dez foi aprovada e em nove está em tramitação. No estado de São Paulo, o projeto foi vetado pelo governador Tarcísio de Freitas, após ter sido aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa. O mesmo projeto está em tramitação na Câmara dos Deputados.

Ao olhar para sua trajetória, Thyago recusa o rótulo de vitorioso.

“Eu diria que sou alguém que teve acesso. Eu tive o privilégio de poder morar perto de um hospital de referência mundial, de ter tido condições financeiras para o pós-operatório e de ter tido a oportunidade de estudar. Muitas famílias enfrentam barreiras geográficas e financeiras intransponíveis para acompanhar os filhos nas consultas semanais”.

Thyago destaca pontos cruciais como a conscientização, ou seja, informar as famílias sobre a existência do tratamento, evitando que crianças cresçam sem realizar as cirurgias primárias por desconhecimento dos pais, e o acesso efetivo com a garantia de transporte e alimentação para que os pacientes consigam chegar aos centros de reabilitação.

“Também é fundamental a capacitação profissional, instruir profissionais de maternidades e unidades básicas de saúde para que saibam identificar a fissura e encaminhem os bebês para os locais corretos imediatamente. E também que o poder público injete recursos na reabilitação, pois, embora a fissura não cause a morte física direta, a falta de tratamento “mata a alma” e invisibiliza o indivíduo, impedindo-o de desenvolver todo o seu potencial”, finalizou Thyago.

Fonte: Agência Brasil

Compartilhe este artigo
Facebook Email Copy Link Print
Artigo anterior Supremo Tribunal Federal adia julgamento sobre uberização Supremo Tribunal Federal adia julgamento sobre uberização
Próximo artigo Moraes pede parecer da PGR sobre apreensão de arma de Bolsonaro Moraes pede parecer da PGR sobre apreensão de arma de Bolsonaro
Nenhum comentário Nenhum comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas

Ventos fortes e temporais deixam dois mortos e nove feridos em SP
1 dia ago
Secretaria de Estado da Assistência Social promove I Seminário Primeira Infância Antirracista
5 meses ago
Governo de Sergipe divulga resultado preliminar do Acelera Mulher 2026
5 meses ago
Governo do Estado realiza primeira entrega de rações para ONGs de proteção animal
5 meses ago
Governo do Estado abre mais de 200 vagas em cursos de qualificação nesta segunda-feira, 11
5 meses ago

Você Pode Gostar

Ebola: dez países africanos estão sob alto risco, diz agência
Saúde

Ebola: dez países africanos estão sob alto risco, diz agência

5 meses ago
Anvisa aprova novo medicamento para câncer de pulmão
Saúde

Anvisa aprova novo medicamento para câncer de pulmão

2 meses ago
Entenda a mola gestacional, que pode evoluir para câncer de placenta
Saúde

Entenda a mola gestacional, que pode evoluir para câncer de placenta

2 meses ago
HPV: dose é indicada a vítimas de violência sexual a partir de 2 anos
Saúde

HPV: dose é indicada a vítimas de violência sexual a partir de 2 anos

3 semanas ago
Central Sergipe Notícias

Um portal de notícias de Sergipe

Acesso Rápido

  • Home
  • Blog
  • Contato

Contato

  • contato@centralsergipenoticias.com.br

Mais Lidas Últimos 7 Dias

Ventos fortes e temporais deixam dois mortos e nove feridos em SP
Secretaria de Estado da Assistência Social promove I Seminário Primeira Infância Antirracista
Governo de Sergipe divulga resultado preliminar do Acelera Mulher 2026
Governo do Estado realiza primeira entrega de rações para ONGs de proteção animal
Governo do Estado abre mais de 200 vagas em cursos de qualificação nesta segunda-feira, 11
Bem-vindo de volta!

Entre na sua conta

Username or Email Address
Password

Lost your password?